09/08/2007 09:42
As leituras políticas do caso Suzano
Enviado por: Andre Araujo
Essa operação tem vários ângulos complicados. Um deles é a abstenção de voto para aprovar a compra da Suzano dos dois nomes mais ligados ao mercado no Conselho de Administração, Fabio Barbosa do ABN Real e Roger Agnelli, da Vale.
Outro ângulo inusitado foi a percepção negativa sobre a operação em quase todos os analistas de mercado que acompanham regularmente o setor.
O terceiro ângulo foi a quebra da tradição da Petrobrás de não pagar ágio em aquisições, muito ao contrário. No caso da Ipiranga, existe uma ação de minoritários que representam 20% do capital apontando erros para baixo na avaliação dos ativos da Ipiranga, que beneficiam a Petrobrás.
O quarto ângulo é a quebra pela Petrob´ras de sua própria lógica estratégica no desenho do setor, trazendo confusão e intranquilidade aos outros players, o que a longo prazo vai ser negativo para a atração de novos investimentos privados.
Como a pasta mãe da Petrobrás, o Ministério de Minas e Energia está sem titular há meses e como o Conselho da Petrobrás é presidido pela Ministra Chefe da Casa Civil, uma notória anti-privatista, a moldura política do negócio é um sinal que será levado em conta nos centros decisórios fora do Brasil.
enviada por Luis Nassif
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